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20/09/2013

ASSENTADAS DÃO LIÇÃO DE EMPREENDEDORISMO

quinta-feira, 08 de outubro de 2009, 00:00

Mais de 5 mil famílias goianas atendidas pelo projeto.

Desenvolvimento da Agricultura Familiar em Assentamentos da Reforma Agrária, idealizado pelo Sebrae em Goiás, começam a mostrar os resultados das assistências técnica, social e ambiental oferecidas pela entidade, desde 2004, em áreas assentadas pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). 

É o caso da professora aposentada Elza Gonçalves de Oliveira Santos, 60, que cria e vende frangos caipiras. Ela mora no assentamento Rio Vermelho, em Niquelândia, região norte do Estado. Há quatro anos, desde quando começou a participar do projeto, ela passou a enxergar nova possibilidade de renda para a família, ao lado de três vizinhas. Assistimos a várias palestras com dicas para gerenciar nosso próprio negócio. Também recebemos noções de como ser um empreendedor no campo, destacou. Na prática, ainda não contabilizamos os lucros, mas tudo que produzimos é vendido. Já cheguei a ter mil frangos no meu espaço, informou Elza, após palestra que reuniu em torno de 1,7 mil traba-lhadores rurais de 41 municípios de Goiás. Eles participaram da Feira do Empreendedor 2009, que termina hoje, no Centro de Cultura e Convenções de Goiânia. Para iniciar a criação, Elza investiu, do próprio bolso, R$ 9,7 mil dinheiro que recebeu quando se aposentou. Com essa nova chance de crescimento, não pensamos em deixar o trabalho rural, salientou. Graças aos bons resultados, Elza está comemorando a abertura da Associação das Mulheres do Rio Vermelho (A-murv), criada oficialmente nesta sexta-feira, 11. Teremos 33 mulheres associadas, mas somente 13 vão criar e vender frango caipira.

As demais serão divididas no cultivo de pimenta, produção de farinha de mandioca, polvilho e artesanato, contou. Segundo o gerente de Agronegócios do Sebrae-GO, Wanderson Portugal Lemos, o projeto com os assentados, hoje espalhado por quase todos os municípios do Estado (exceto no nordeste goiano), tem como objetivo promover o desenvolvimento econômico e social das famílias assentadas pelo Incra.
 http://www.ohoje.com.br/economia/08-10-2009-assentados-dao-licao-de-empreendedorismo/

Incra/GO cede área para construção de agroindústria no assentamento Rio Vermelho

A Associação de Mulheres do Assentamento Rio Vermelho (Amurv) comemora mais uma vitória: a cessão, por parte do Incra/GO, de um espaço dentro da área coletiva do assentamento para a construção de uma agroindústria de processamento de vegetais, doces e conservas. O contrato de cessão foi assinado na quarta-feira (18) pelo superintendente Jorge Tadeu Jatobá Correia e a presidente da Amurv, Elza Gonçalves de Oliveira Santos, no gabinete do Incra, em Goiânia.

Dona Elza – atual presidente da Amurv e moradora da parcela 16 do assentamento Rio Vermelho, localizado em Niquelândia, na região Norte do Estado –, explica que a associação foi contemplada com R$ 455 mil para implantação da agroindústria no assentamento. A trabalhadora rural informou que este recurso veio do Programa Redes para o Desenvolvimento Sustentável (ReDes), uma parceria do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e da empresa Votorantim Metais, que tem uma unidade no município.

O superintendente Jorge Tadeu parabenizou as integrantes da Amurv pela iniciativa. O superintendente avalia que experiências de produção coletiva tem mais chances de ser bem sucedidas porque contam com mais fôlego para resistir aos desafios do mercado, como transporte e comercialização.

Diana Maria Rodrigues Gebrim, integrante da Amurv e ex-presidente da Associação, conta que já aplicaram R$ 140 mil do recurso total na compra de sementes e de material para irrigação para três hortas, que juntas somam cerca de oito hectares. Com o restante do dinheiro, as mulheres vão construir o prédio que abrigará a fábrica e um poço artesiano para fornecer água para a produção.

Novas perspectivas

Segundo Diana, atualmente, a renda das associadas é de cerca de R$ 250,00 mensais. A expectativa é que este valor fique entre R$ 800,00 a R$ 1.000,00 ao mês, assim que a agroindústria estiver em pleno funcionamento. "Até metade do ano que vem a fábrica deve estar funcionando totalmente", considera.

É Diana quem lembra que em 2009 as mulheres do Rio Vermelho resolveram se unir para ter mais autonomia financeira com relação aos maridos. As camponesas começaram a vender doces, ovos e galinhas na cidade. Com apoio da equipe de assistência técnica do assentamento, na época prestada pelo Sebrae, por meio de um convênio com o Incra, elas foram contempladas com fogões, micro-ondas, geladeiras e freezers numa premiação da Cônsul Eletrodomésticos. Com estes equipamentos, as trabalhadoras rurais construíram com recursos próprios a sede coletiva para fabricação dos doces.

Para Diana, o prêmio Consulado das Mulheres foi o primeiro incentivo. "Ficamos confiantes. Agora, caminhamos com as próprias pernas para sair deste estado de alienação", avalia a trabalhadora rural. Ela afirma que o grupo que era formado, inicialmente, por mulheres hoje está agregando toda a família. Diana diz que é necessário ajuda de maridos e filhos para o trabalho nas hortas.