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30/12/2013

Câmara aprova preferência a mulheres em transferência de renda rural

Projeto dá às mulheres chefes de família preferência no recebimento de benefícios ligados à conservação ambiental e à agricultura familiar


Ana Clark
Foto: Ana Clark / clicRBS
Proposta estende preferência já prevista pelo programa Bolsa Família
A proposta 4284/12, que concede preferência às mulheres chefes de família no recebimento dos benefícios dos programas de Apoio à Conservação Ambiental e de Fomento às Atividades Rurais, foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Os programas da Lei 12.512/11 destinam recursos a famílias em situação de extrema pobreza que atuem em atividades de conservação ambiental ou agricultura familiar.
O texto do Senado, que teve como relator na comissão o deputado Eduardo Azeredo (PSDB-MG), foi aprovado em caráter conclusivo e segue para sanção presidencial. Tanto o substitutivo da Comissão de Seguridade Social e Família ao texto quanto o Projeto de Lei 3534/08, do deputado Antonio Carlos Mendes Thame (PSDB-SP), em análise conjunta, foram aprovados.
No substitutivo da Comissão de Seguridade, a relatora, deputada Benedita da Silva (PT-RJ), faz apenas alterações de redação. Já o PL 3534/08 determina que os recursos do programa Bolsa Família sejam pagos sempre à mulher responsável pela unidade familiar. 

Atualmente, a Lei 10.836/04, que instituiu o benefício, já prevê a preferência das mulheres que chefiam famílias para receber os recursos. Segundo Benedita da Silva, dados do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome apontam que esta preferência tem sido respeitada.
– 92,4% dos responsáveis pelo cartão do programa Bolsa Família são mulheres – afirma.
CÂMARA DOS DEPUTADO

S

20/09/2013

ASSENTADAS DÃO LIÇÃO DE EMPREENDEDORISMO

quinta-feira, 08 de outubro de 2009, 00:00

Mais de 5 mil famílias goianas atendidas pelo projeto.

Desenvolvimento da Agricultura Familiar em Assentamentos da Reforma Agrária, idealizado pelo Sebrae em Goiás, começam a mostrar os resultados das assistências técnica, social e ambiental oferecidas pela entidade, desde 2004, em áreas assentadas pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). 

É o caso da professora aposentada Elza Gonçalves de Oliveira Santos, 60, que cria e vende frangos caipiras. Ela mora no assentamento Rio Vermelho, em Niquelândia, região norte do Estado. Há quatro anos, desde quando começou a participar do projeto, ela passou a enxergar nova possibilidade de renda para a família, ao lado de três vizinhas. Assistimos a várias palestras com dicas para gerenciar nosso próprio negócio. Também recebemos noções de como ser um empreendedor no campo, destacou. Na prática, ainda não contabilizamos os lucros, mas tudo que produzimos é vendido. Já cheguei a ter mil frangos no meu espaço, informou Elza, após palestra que reuniu em torno de 1,7 mil traba-lhadores rurais de 41 municípios de Goiás. Eles participaram da Feira do Empreendedor 2009, que termina hoje, no Centro de Cultura e Convenções de Goiânia. Para iniciar a criação, Elza investiu, do próprio bolso, R$ 9,7 mil dinheiro que recebeu quando se aposentou. Com essa nova chance de crescimento, não pensamos em deixar o trabalho rural, salientou. Graças aos bons resultados, Elza está comemorando a abertura da Associação das Mulheres do Rio Vermelho (A-murv), criada oficialmente nesta sexta-feira, 11. Teremos 33 mulheres associadas, mas somente 13 vão criar e vender frango caipira.

As demais serão divididas no cultivo de pimenta, produção de farinha de mandioca, polvilho e artesanato, contou. Segundo o gerente de Agronegócios do Sebrae-GO, Wanderson Portugal Lemos, o projeto com os assentados, hoje espalhado por quase todos os municípios do Estado (exceto no nordeste goiano), tem como objetivo promover o desenvolvimento econômico e social das famílias assentadas pelo Incra.
 http://www.ohoje.com.br/economia/08-10-2009-assentados-dao-licao-de-empreendedorismo/

Incra/GO cede área para construção de agroindústria no assentamento Rio Vermelho

A Associação de Mulheres do Assentamento Rio Vermelho (Amurv) comemora mais uma vitória: a cessão, por parte do Incra/GO, de um espaço dentro da área coletiva do assentamento para a construção de uma agroindústria de processamento de vegetais, doces e conservas. O contrato de cessão foi assinado na quarta-feira (18) pelo superintendente Jorge Tadeu Jatobá Correia e a presidente da Amurv, Elza Gonçalves de Oliveira Santos, no gabinete do Incra, em Goiânia.

Dona Elza – atual presidente da Amurv e moradora da parcela 16 do assentamento Rio Vermelho, localizado em Niquelândia, na região Norte do Estado –, explica que a associação foi contemplada com R$ 455 mil para implantação da agroindústria no assentamento. A trabalhadora rural informou que este recurso veio do Programa Redes para o Desenvolvimento Sustentável (ReDes), uma parceria do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e da empresa Votorantim Metais, que tem uma unidade no município.

O superintendente Jorge Tadeu parabenizou as integrantes da Amurv pela iniciativa. O superintendente avalia que experiências de produção coletiva tem mais chances de ser bem sucedidas porque contam com mais fôlego para resistir aos desafios do mercado, como transporte e comercialização.

Diana Maria Rodrigues Gebrim, integrante da Amurv e ex-presidente da Associação, conta que já aplicaram R$ 140 mil do recurso total na compra de sementes e de material para irrigação para três hortas, que juntas somam cerca de oito hectares. Com o restante do dinheiro, as mulheres vão construir o prédio que abrigará a fábrica e um poço artesiano para fornecer água para a produção.

Novas perspectivas

Segundo Diana, atualmente, a renda das associadas é de cerca de R$ 250,00 mensais. A expectativa é que este valor fique entre R$ 800,00 a R$ 1.000,00 ao mês, assim que a agroindústria estiver em pleno funcionamento. "Até metade do ano que vem a fábrica deve estar funcionando totalmente", considera.

É Diana quem lembra que em 2009 as mulheres do Rio Vermelho resolveram se unir para ter mais autonomia financeira com relação aos maridos. As camponesas começaram a vender doces, ovos e galinhas na cidade. Com apoio da equipe de assistência técnica do assentamento, na época prestada pelo Sebrae, por meio de um convênio com o Incra, elas foram contempladas com fogões, micro-ondas, geladeiras e freezers numa premiação da Cônsul Eletrodomésticos. Com estes equipamentos, as trabalhadoras rurais construíram com recursos próprios a sede coletiva para fabricação dos doces.

Para Diana, o prêmio Consulado das Mulheres foi o primeiro incentivo. "Ficamos confiantes. Agora, caminhamos com as próprias pernas para sair deste estado de alienação", avalia a trabalhadora rural. Ela afirma que o grupo que era formado, inicialmente, por mulheres hoje está agregando toda a família. Diana diz que é necessário ajuda de maridos e filhos para o trabalho nas hortas.

19/03/2013

Assinatura contrato BNDES - INSTITUTO VOTORANTIM E AMURV


E com alegria que informo que foi assinado o contrato para construção da Agroindústria comunitária no Pa Rio Vermelho em Niquelândia -Go na Associação das Mulheres do Rio Vermelho (AMURV)  e Instituto Votorantim e BNDES. A realização deste resultado e graças ao trabalho do s consultores do Instituto Votorantim  projeto SEBRAE-GO E INCRA-GO e o grupo de produtoras rurais e parceiros locais do Município.

Em Niquelândia, 80% dos produtos vegetais da alimentação básica que circulam no mercado local provêm de centrais de abastecimento de Goiânia e de Anápolis. A produção do município e de seu entorno praticamente não é comercializada internamente por não atender aos requisitos de qualidade e regularidade. O projeto Agroindústria Comunitária, pretende mudar este cenário por meio do estímulo ao associativismo e empreendedorismo das participantes da Associação das Mulheres do Rio Vermelho (AMURV). A proposta se centra na estruturação de uma agroindústria coletiva, para fornecimento de vegetais (cenoura, repolho, milho, jiló, tomate) e produtos beneficiados (polpa de frutas, geleias, conservas) ao mercado local e regional.
O valor do PROJETO é de R$ 446.125,08 ( Quatrocentos e quarenta e seis mil, cento e vinte e cinco reais e oito centavos).

1ª Parcela – o valor total de R$ 160.530,76 (Cento e sessenta mil, quinhentos e trinta reais e setenta e seis centavos), em março/2013R$ 140.530,76 (Cento e quarenta mil, quinhentos e trinta reais e setenta e seis centavos). O segundo aporte da primeira parcela será efetivo em abril/2013, no valor de R$ 20.000,00 (vinte mil reais).
2ª Parcela – a ser efetivada em junho/2013R$ 33.178,53 (trinta e três mil, cento e setenta e oito reais e cinqüenta e três centavos.
 3ª Parcela – a ser efetivada em setembro/2013R$ 6.089,21 (seis mil, oitenta e nove reais e vinte e um centavos.
 4ª Parcela – a ser efetivada em dezembro/2013R$ 55.075,11 (cinqüenta e cinco mil, setenta e cinco reais e onze centavos.
5ª Parcela – a ser efetivada em março/2014R$ 148.979,81 (cento e quarenta e oito mil, novecentos e setenta e nove reais e oitenta e um centavos.
6ª Parcela – a ser efetivada em junho/2014R$ 34.719,28 (trinta e quatro mil, setecentos e dezenove reais e vinte e oito centavos.)
7ª Parcela – a ser efetivada em setembro/2014R$ 4.457,31 ( quatro mil, quatrocentos e cinqüenta e sete reais e trinta e um centavos.

Agradecimento especial consultor do ao sr. Marcelo Oleskovicz.
ADR Lívia Tonello dos S. Pelá.

Assinatura contrato BNDES - INSTITUTO VOTORANTIM E AMURV


E com alegria que informo que foi assinado o contrato para construção da Agroindústria comunitária no Pa Rio Vermelho em Niquelândia -Go na Associação das Mulheres do Rio Vermelho (AMURV)  e Instituto Votorantim e BNDES. A realização deste resultado e graças ao trabalho do s consultores do Instituto Votorantim  projeto SEBRAE-GO E INCRA-GO e o grupo de produtoras rurais e parceiros locais do Município.

Em Niquelândia, 80% dos produtos vegetais da alimentação básica que circulam no mercado local provêm de centrais de abastecimento de Goiânia e de Anápolis. A produção do município e de seu entorno praticamente não é comercializada internamente por não atender aos requisitos de qualidade e regularidade. O projeto Agroindústria Comunitária, pretende mudar este cenário por meio do estímulo ao associativismo e empreendedorismo das participantes da Associação das Mulheres do Rio Vermelho (AMURV). A proposta se centra na estruturação de uma agroindústria coletiva, para fornecimento de vegetais (cenoura, repolho, milho, jiló, tomate) e produtos beneficiados (polpa de frutas, geleias, conservas) ao mercado local e regional.
O valor do PROJETO é de R$ 446.125,08 ( Quatrocentos e quarenta e seis mil, cento e vinte e cinco reais e oito centavos).

1ª Parcela – o valor total de R$ 160.530,76 (Cento e sessenta mil, quinhentos e trinta reais e setenta e seis centavos), em março/2013R$ 140.530,76 (Cento e quarenta mil, quinhentos e trinta reais e setenta e seis centavos). O segundo aporte da primeira parcela será efetivo em abril/2013, no valor de R$ 20.000,00 (vinte mil reais).
2ª Parcela – a ser efetivada em junho/2013R$ 33.178,53 (trinta e três mil, cento e setenta e oito reais e cinqüenta e três centavos.
 3ª Parcela – a ser efetivada em setembro/2013R$ 6.089,21 (seis mil, oitenta e nove reais e vinte e um centavos.
 4ª Parcela – a ser efetivada em dezembro/2013R$ 55.075,11 (cinqüenta e cinco mil, setenta e cinco reais e onze centavos.
5ª Parcela – a ser efetivada em março/2014R$ 148.979,81 (cento e quarenta e oito mil, novecentos e setenta e nove reais e oitenta e um centavos.
6ª Parcela – a ser efetivada em junho/2014R$ 34.719,28 (trinta e quatro mil, setecentos e dezenove reais e vinte e oito centavos.)
7ª Parcela – a ser efetivada em setembro/2014R$ 4.457,31 ( quatro mil, quatrocentos e cinqüenta e sete reais e trinta e um centavos.

Agradecimento especial consultor do ao sr. Marcelo Oleskovicz.
ADR Lívia Tonello dos S. Pelá.

19/01/2013


Agroindústria projeta sonhos de sócias do campo

Entidade de mulheres de assentamento promove trabalho e renda para garantir a permanência da família na zona rural
Matéria:José Antônio Cardoso, de Niquelândia (GO)


Os caminhos que levam ao Projeto de Assentamento Rio Vermelho, no município de Niquelândia (GO) – a 280 km de Goiânia -, levantam poeira que esconde o horizonte no tempo seco. A temperatura quase sempre escaldante combina com a vegetação de Cerrado ‘bruto’. A cidade mais próxima, Niquelândia, fica a 45 km. Na principal estrada de acesso, a GO-080, pontes anunciam água abundante, afluentes do Rio Maranhão, que corta o território.

Porteiras e mata-burros sinalizam que muitas famílias estão na labuta, produzindo sonhos, sem precisar sair do campo para viver. Somente no Assentamento Rio Vermelho, 59 famílias permanecem em pequenas áreas rurais, fazendo o sustento da produção. Os 53 hectares do Sítio Castelo de Sonhos provam isso. A terra em que vive o casal Adail Gonçalves Reis, de 55 anos, e Florisbela Rodrigues de Brito, 54, abriga diversidade agrícola que gera renda para a família.

O sítio tem gado leiteiro, granja suína, frangos, horta, frutos (bananal possui 140 pés) e muitas ‘obras da natureza’: baru, mangaba, pequi, cajuzinho, buriti... Fonte de progresso para as vidas de Adail e sua Flor (assim é conhecida Florisbela), a parcela rural cedida pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) serve de fomento para a história empreendedora, construída por mulheres ao Norte de Goiás.

Flor integra a Associação das Mulheres do Rio Vermelho (Amurv), criada há três anos, que, atualmente, envolve 32 associadas. Especialista na fabricação de doces caseiros, ela vendia a produção rural na Feira do Produtor de Niquelândia, mas parou, por problema na coluna. Encontrou na Amurv apoio para continuar acreditando que pode mais na roça. “Agora, a entidade vai nos ajudar a comercializar o que produzimos”, explica.

E Flor, que é sócia da Amurv faz um mês, parece ter trazido sorte, pois a Associação acaba de ser escolhida pelo Programa ReDes para receber R$ 584 mil na implantação de uma agroindústria, que vai funcionar em prédio próprio da entidade, próximo às parcelas rurais.

O recurso vem da parceria Instituto Votorantim e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que criou o programa para projetos de geração de trabalho e renda para o fomento de cadeias produtivas e qualificação profissional no Brasil. A verba será liberada durante cinco anos, quando a Amurv vai investir na produção, capacitação e abertura de mercado.

Produção reforçada
O empreendimento deve dar condições para a Amurv triplicar a produção de doces, por exemplo. A presidente da Associação, Diana Maria Rodrigues Gebrin, 40, destaca que as trabalhadoras já fabricam doces de leite e banana, vendidos para a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), consumidos em escolas, creches, abrigos e presídio. “Produzimos aproximadamente 1,5 mil quilos de doces por mês”, conta.

Como a unidade processadora vai trabalhar somente com alimentos de origem vegetal, Diana projeta aproveitar hortaliças, frutos e matéria-prima do Cerrado. A agroindústria será montada em galpão construído com o esforço das associadas e doadores de Niquelândia, quando R$ 22 mil foram investidos. O prédio fica no terreno da antiga sede da Fazenda Rio Vermelho, que deu origem ao assentamento. O espaço de 200 metros quadrados vai disponibilizar equipamentos para processar os alimentos, facilitando o trabalho das mulheres, que ainda é todo manual.

Para Diana, o projeto vai ajudar a Amurv a conquistar mercado 90% maior, um desafio que a presidente considera ter tudo a ver com o trabalho desenvolvido pelo Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae Goiás).

Segundo o gestor de projetos da Regional Noroeste do Sebrae Goiás, Renato Gonzaga Jayme, a aposta é tão grande no sucesso da Amurv que Lívia Pelá Corrêa, Agente de Desenvolvimento Rural (ADR) da entidade, foi quem fez a inscrição da Associação no Programa ReDes e acompanhou o processo classificatório, que envolveu 118 projetos em todo o país. “O Sebrae Goiás vai acompanhar também a execução do projeto, ajudando nas ações que podem garantir os resultados propostos”, explica Renato.

Lívia, que é zootecnista, presta assessoria técnica às associadas por meio de parceria entre o Incra e Sebrae Goiás. “O Sebrae promove capacitação, conhecimento e acesso ao mercado para a Amurv, inclusive financeiro, acerca de financiamentos, como o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e o Crédito Apoio Mulher”, conta Lívia.
Maria do Carmo retira bananas do sítio para fabricar doces da AmurvFoto:Edmar Wellington  
Aproveitar diversidade
Responsável pela coordenação de ações do convênio Incra/Sebrae na região Norte, o consultor do Sebrae Goiás, Carlos Maia, explica que o aproveitamento de tudo o que a terra dá é um dos pilares para o projeto da agroindústria. “O extrativismo de frutos é uma das fontes de renda para as associadas”, observa. O comércio do baru pode ser rentável, pois 100 gramas da castanha chegam a ser vendidas no varejo por até R$ 15.
O consultor avalia que a agroindústria vai incentivar a produção rural também nos assentamentos vizinhos - Salto para o Futuro, José Marti, Aranha e Julião Ribeiro, inclusive fortalecer o associativismo. “Cerca de 110 famílias agricultoras terão referencial para que seus produtos tenham o processamento adequado, embalagem certificada e ganhem o mercado”, explica Maia.

Produtora do Sítio Boa Esperança, no Assentamento Rio Vermelho, Creonice Pereira da Silva, de 56 anos, ainda não integra a Amurv, mas está pronta para fornecer produtos para a agroindústria, especialmente verduras e folhagens. Ela cuida da Produção Agroecológica Integrada e Sustentável (Pais), em unidade recebida por meio do convênio Incra/Sebrae há dois anos. “O que produzimos na horta serve à Associação, compondo nossas vendas na feira livre em Niquelândia”, estima.

Outra assentada do Incra, Maria do Carmo de Sena Lopes, 34, também tem produção diversificada nos sete hectares do Sítio Dois Irmãos. Destaques para o cultivo de 300 pés de pimenta malagueta e plantações de banana, acerola e mandioca. Associada da Amurv faz um ano, ela disse que “a comunidade (Associação) só me traz benefícios” e carrega na bolsa a carteirinha funcional da própria instituição. “O que garante descontos no comércio de Niquelândia”, lembra.

Segundo a presidente Diana, a Amurv deve promover cidadania e qualidade de vida às famílias, além da inserção ao trabalho e renda. Um projeto ambiental será implantado, prevendo a recuperação de áreas degradadas no Assentamento Rio Vermelho. “Teremos um viveiro de mudas em parceria com a Escola Municipal Santa Cecília, que fica próxima à antiga sede”, conta.

Colecionando prêmios
A escolha da Amurv para receber benefícios de programas que incentivam a geração de trabalho e renda no campo parece ser natural na comunidade. A entidade obteve reconhecimento do Instituto Consulado da Mulher - ação social da marca brasileira Consul -, por meio do Programa Usinas do Trabalho. As trabalhadoras ganharam eletrodomésticos para montar cozinha própria para a fabricação de doces e quitandas na sede da Amurv.

O prêmio estimado em R$ 12 mil levou para a Associação dois freezers, duas geladeiras, dois aparelhos micro-ondas e dois fogões. O apoio do Consulado da Mulher mudou o sistema produtivo na Amurv, antes sem padronização, pois não havia cozinha coletiva. Os eletrodomésticos ainda promoveram melhores condições de armazenamento e produção, o que ajudou a sociedade de Niquelândia, principalmente, enxergar o trabalho das associadas como realmente profissional.
FONTE: http://www.go.agenciasebrae.com.br/noticias/agronegocio/?indice=10
Acessado em 19-01-13.