Parabéns a AMURV pelos esforços; estou feliz de ver nosso trabalho na mídia. Sou a Agente de Desenvolvimento Rural responsável pelo grupo me
coloco a disposição para replicação de nosso trabalho.
Atenciosamente
Lívia Pelá Corrêa
Apoio melhora produção e renda no campo
Mulheres que vivem em assentamento do
Incra em Goiás investem na produção coletiva para manter famílias na
terra e ganham apoio de instituto
Unidas pela Associação das Mulheres do Rio Vermelho (Amurv), 22
mulheres trilham o caminho do progresso ao Norte de Goiás, no município
de Niquelândia (a 300 km de Goiânia). Vivendo no Assentamento Rio
Vermelho, em projeto do Instituto Nacional de Colonização e Reforma
Agrária (Incra), elas fundaram a Amurv há três anos, quando decidiram
fazer da terra lugar de futuro para desenvolver a vida. Apostaram na
produção coletiva para garantir sustento, mantendo famílias inteiras no
campo.
Por meio de assessoria técnica do Convênio Incra e Sebrae Goiás, as
produtoras investiram habilidades e esforços na fabricação de doces e
quitandas, cultivo de grãos, mandioca, pimenta malagueta, feitio de
farinha e polvilho e criação de frango caipira. A produção em parcelas
rurais do Incra serve a Alimentação Escolar da Rede Municipal de Ensino
de Niquelândia e feiras livres do município. Trabalho que ganha
reconhecimento junto à comunidade local e fora às fronteiras goianas.
A valorização pode ser vista em ação social da marca brasileira
Consul, quando a Amurv recebeu eletrodomésticos para montar cozinha
própria para a fabricação de doces e quitandas. A doação veio por conta
do Instituto Consulado da Mulher, por meio do Programa Usinas do
Trabalho, com dois freezers, duas geladeiras, dois aparelhos micro-ondas
e dois fogões. O que mudou para melhor o sistema produtivo na
associação, segundo Diana Maria Rodrigues Gebrim, 39, sua presidente:
“Estamos padronizando a fabricação”.
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Colheita da lavoura coletiva de milho |
Diana destaca que os equipamentos (estimados em R$ 12 mil) promoveram
ainda melhores condições de armazenamento na Amurv. Os próprios
consumidores passaram a ver o trabalho das associadas como realmente
profissional, e não apenas passatempo de donas casas no campo. O
resultado é a crescente venda dos alimentos produzidos na associação,
que já possuem logomarca desenvolvida e todos os testes padrões de
qualidade. “O convênio Incra/Sebrae Goiás nos ajuda muito nisso”,
observa a presidente.
O Consulado da Mulher também auxilia a Amurv, desde o ano passado, com
sua Metodologia de Assessoria a Empreendimentos Populares, que orienta
para a gestão e desenvolvimento do projeto. O que significa promover
capacitações e qualificações na área de gestão, produção,
comercialização, sustentabilidade e segurança do trabalho para o
fortalecimento do grupo.
Para Leda Böger, diretora executiva do Consulado da Mulher, “ao
assessorar a Amurv, o instituto estimula o desenvolvimento sustentável,
evitando o êxodo rural das jovens da comunidade, que, sem oportunidades
de geração de renda, buscam alternativas na área urbana, onde poderiam
acabar em subempregos e sem carteira assinada”.
Galpão
A doação do Consulado da Mulher para a Amurv é mais uma das conquistas
das trabalhadoras do Assentamento Rio Vermelho, que ainda recebem o
apoio de empreendedores de Niquelândia na construção do galpão onde vai
funcionar a sede da associação. Segundo Diana, o prédio será erguido em
terreno de cerca de quatro mil metros quadrados: “Ao todo, ganhamos
aproximadamente R$ 10 mil em doações de empresas do município”, lembra.
A obra do galpão deve impulsionar ainda o cultivo de lavouras, gerando
renda extra para as associadas. Como exemplo disso, a presidente da
Amurv explica que as famílias beneficiadas ficam quase dois anos sem
comprar o produto no mercado. Osvaldira Costa, 53, garantiu 16 sacas de
arroz da safra 2011. “Fazemos festas, bingos e leilões para custear as
lavouras”, explica Osvaldira. A plantação de arroz, por exemplo, que
alocou R$ 7 mil, teve R$ 5 mil de investimento de dinheiro vindo de
festa da associação.
Diana observa que a Amurv projeta aproveitar todas as oportunidades
que o campo dá para a promoção do aumento da renda familiar. Inclusive
as frutas da floresta de Cerrado - nativas nas parcelas, devem ser
transformadas em polpas para sucos. “Devemos estimular todo o trabalho
na terra, diversificar a produção, assim podemos tentar manter nossos
filhos no campo”, estima a presidente.
Serviço:
Associação das Mulheres do Rio Vermelho (Amurv)
Agência Sebrae Niquelândia: (62) 3354-1924
Agência Sebrae de Notícias (ASN Goiás): (62) 3250-2268
Central de Relacionamento Sebrae: 0800 570 0800
Oficina de Comunicação: (62) 3225-4899
ASN Goiás.
ASN Nacional.
http://www.agenciasebrae.com.br/noticia/16022172/ultimas-noticias/apoio-melhora-producao-e-renda-de-mulheres-em-niquelandia/